24.9.12

Por aí... Embu das Artes

Neste domingo, 23, resolvi ir a Embu das Artes, coisa que já planejava há umas semanas. Baseei-me no roteiro SP-Sorocaba do Bikely. É um trajeto cansativo, com muito trânsito, muita poluição, trechos de rodovia e locais absurdos para se passar. Mas venci.

Na ponte sobre o Pinheiros
Saí de casa meio-dia em ponto. Antes tinha outras coisas pra fazer, ajustes na bike e mais arrumações. Parti rumo 9 de Julho, subi a ladeira que sai atrás do MASP, entrei na Itapeva e, mais uma vez, o guardador de carros me cumprimentou pela pequena subida. Atravessei a Paulista (dia de ciclofaixa), desci a Casa Branca até a Estados Unidos e dali para a Rebouças até a Ponte da Eusébio, sobre o Rio Pinheiros. Estava um pouco frio, um ventinho incômodo. Em determinado trecho, fui dar uma puxada no guidão para subir calçada e senti a lombar. A dor me acompanhou até a volta. Mas deu pra levar. Em menos de 20 minutos estava sobre o rio.

Ciclovia de Taboão
Cheguei ao outro lado sabendo que teria que enfrentar bons quilômetros de Francisco Morato até Taboão. Foi a parte mais chata do trajeto. Em alguns trechos quase não há calçada e andar na pista é arriscado pois é faixa de ônibus e estes estão sempre com muita pressa. Como eu não estava com pressa e passeando, fiquei pela calçada enquanto deu, parando, desviando e esperando pedestres passarem. Logo estava na divisa de Taboão, onde começa a Régis Bittencourt ou BR-116. Esta começa cortando Taboão numa pequena subida bem movimentada. Era domingão, horário de almoço e tudo estava cheio: restaurantes, filas para comprar o frango de "televisão de cachorro", igrejas e pontos de ônibus. Pouco antes de começar a subir, bem na divisa, há uma feira. Parei para tomar um caldo de cana com abacaxi muito gostoso. É combustível precioso para mais uma hora de pedal. 

Pouco antes do Rodoanel
Segui a rota da Bikely que sugere usar a ciclovia de Taboão. Esta segue margeando o Córrego Poá até alguns quilômetros antes da divisa de muncípios. Terminando a ciclovia, sobe-se uma pequena rua e já estamos na BR. Há uma via marginal (muito mal cuidada) que dá pra ir quase até a entrada do Rodoanel (onde há o primeiro trevo de Embu). Uma vez na rodovia, segue-se pelo acostamento por menos de 1 km, passando por uma placa que diz: "PROIBIDO TRÂNSITO DE PEDESTRES E CICLISTAS A PARTIR DESTE PONTO". a Bikely indicava descer uma pequena rua após um posto de gasolina e pegar uma avenida chamada Paulista. Não achei a entrada e prossegui burlando a lei. Menos de 500m depois, ao passar por baixo do Rodoanel, em uma descida frenética, a saída encontra com esta Avenida Paulista. Já estou em Embu das Artes.

O lugar é bem movimentado e até se chegar ao Centro Histórico, há que se subir um pouco. Mas nada que a boa relação de marchas da Amelia não resolva. Cheguei ao Centro e à praça onde acontece a feira de artes e artesanato. O lugar é agradável, com muita gente circulando, olhando e curtindo o domingo. O clima estava ameno, mais para frio, nublado e agradável. Depois de 2 horas e 28 km pedalados, queria lavar o rosto, lavar as mãos e beber algo bem gelado. Andei por umas ruas e resolvi parar numa lanchonete para comer um lanche. Deixei a bike junto da cadeira, o que fazia as pessoas olharem e fazerem algum comentário. Não vi ciclistas por lá, só no trajeto, voltando. Comi meu lanche, fiquei por ali uns bons minutos ouvindo o sambinha que o trio do restaurante tocava e resolvi andar mais.

Café e Pensamentos

Parei para um café em uma cafeteria com uma cara boa, escrevi alguma coisa no meu caderninho de anotações e deixei os pensamentos fluírem enquanto ouvia um grupo de música andina tocar. O bom é que esse grupo tocava realmente música andina e não Roberto Carlos ou Julio Iglesias como a maioria faz nas praças das cidades. Lembrei de pessoas que poderiam estar ali comigo, lembrei de gente que estava longe e teria curtido um pedal desses, pensei de algumas oportunidades perdidas, companhias que se vão e sentimentos que escorrem e evaporam como o suor. Terminei o café e senti o vento que esfriava e poderia trazer chuva. Tratei de pagar, recolher minhas coisas e botar o pé na estrada. Já estava há quase uma hora lá. Meus planos era de voltar no máximo às 4 da tarde para não pegar o trajeto de noite.



Restava-me pedalar mais 28 km de volta. Errei a entrada por onde vim e acabei saindo no trevo principal de Embu. O movimento de caminhões estava absurdo na BR e ainda havia um pequeno acidente entre um carro e um caminhão. Depois disso, foi descida até o Rodoanel, uns 2 km. Descobri que era impossível seguir pela BR pois não havia acostamento. Peguei a subida do Rodoanel e vi que havia uma pista paralela. Pensei que esta sairia na BR. Acertei. Antes da curva que leva ao viaduto, há uma passagem na grama que leva para a paralela. Entrei e consegui sair na BR novamente, depois do Rodoanel. Uma descida de uns 500 metros chega na passarela. Pensei que seria melhor atravessar e pegar a marginal do outro lado até a ciclovia de Taboão, por onde vim. Melhor escolha. Depois disso, seria vencer a Francisco Morato até a ponte Eusébio Matoso e estaria na Rebouças.

Depois foi só ir até o cruzamento com a Brigadeiro e aproveitar a ciclovia do canteiro central até a Cidade Jardim, pegar a 9 de Julho e subir para casa. Cheguei em casa 6h10 da tarde, bem cansado, com fome e satisfeito. Foram 62 km pedalados, praticamente 6 horas de passeio e um pouco mais de experiência. Agora, que venha o Valeu Europeu!


Sem comentários:

Enviar um comentário