León a Rabanal del Camino - 3 de abril
O dia foi duro, pesado, com nuvens, chuva e pensamentos tenebrosos. Mas superei.
O dia foi duro, pesado, com nuvens, chuva e pensamentos tenebrosos. Mas superei.
| "Dá-me forças..." - León |
León é uma bela cidade que vale uma visita à parte, mas sem
bike e Caminho de Santiago. A noite de sábado é bem agitada e o Centro Gótico
ferve. Aliás, compensa visitar as grandes cidades do Caminho em outra viagem:
Pamplona, Burgos, León, Astorga, Ponferrada e Santiago.
Saí de León por volta das 10h30, com 7 graus e tempo nublado, disposto a pedalar até
Rabanal del Camino, fechando a etapa 6 e entrando na 7 do livro de Granados,
perfazendo 71 km.
Este trecho passa por Astorga, bela cidade, apesar de pequena, que tem uma
Plaza Mayor gostosa e o Palácio Episcopal de Gaudi. Eu queria conhecer Astorga,
uma das grandes cidades fundadas pelos suevos, os primeiros bárbaros a povoarem
o que hoje conhecemos como Galícia, lá pelos anos 400.
Depois disso, foi carretera, subidas e frio. O tempo foi
fechando e, chegando a El Ganso, já estava quase sem forças, com alguns
quilômetros de subida ainda até Rabanal, entrada para a subida da Cruz de
Ferro. Cheguei a Rabanal com frio, molhado da chuva e exausto. Tinha que pedalar
nas descidas, por conta do vento e a coisa não rendia. Graças à
hospitalidade de Izabel e Eduardo Javier, donos da Posada El Tesin, tive
uma ótima noite, banho quente, quarto aquecido e café da manhã revigorante.
Quando passarem por lá, digam que o bicigrino brasileiro Marcio deixou
lembranças.
No dia seguinte, me esperavam Foncebádon, com sua maldição, seus cachorros, a Cruz de Ferro e o Cebreiro, com as subidas mais fortes do Caminho. Pra quem achava que o Alto de Ibañeta, entre San Jean e Roncesvalles, no primeiro dia, era pesado, se enganou. Aquilo se transformou em um passeio na praia perto do que viria.
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