20.9.12

Caminho de Santiago - Dicas

Quando terminei o Caminho, juntei as experiências que tive e criei um post no outro blog com dicas para quem pretenda fazer o Caminho de Santiago de bicicleta. Estas dicas não são um manual, são apenas dicas.

Eu me considero um "mulambiker", como dizem os mais radicais. Não uso capacete, a não ser que seja obrigatório, não tenho sapatilhas com taquinhos, não marco tempo, velocidade média e não uso as roupas coloridas que vemos pelas trilhas. Não sou um mountain biker, minha bicicleta não custou 20 mil reais e não tenho objetivos competitivos. Apenas me concentro no caminho, na paisagem, em parar, conhecer gente, compartilhar experiências, visitar lugares onde o carro não vai e fazer o que mais me dá prazer nessa vida: pedalar. Tudo muito simples. Então, não espere dicas de equipamentos ultramodernos, planilhas e estatísticas. Isso é facilmente encontrável em guias pela web ou em lojas.

Então, vamos lá!

1020 km pedalados - viagem que foi uma das melhores da minha vida


Enquanto pedalava pelo litoral atlântico da Espanha, pensava em tudo o que passei pelo Caminho de Santiago dias antes. Pensei nos erros que cometi e que me custaram mais, pensei nos detalhes que observei e pensei nas dicas que nunca achei na internet e que descobri com a prática. Então, resolvi que deveria escrever um post com tudo isso para quem vai fazer. Isto não é um guia definitivo e absoluto do Caminho. Algumas pessoas poderão considerar algumas dicas inúteis ou dispensáveis. Outras poderão considerar como dicas essenciais. Vai de cada, afinal, o caminho é seu.

Alguns peregrinos que encontrei pelo Caminho me perguntaram se era melhor fazer o trajeto de bike ou a pé. E, a poucos quilômetros de Santiago, eu dizia que era a pé. A bike ajuda muito nas distâncias, dá prazer para quem gosta de pedalar e nos abre novos caminhos. Mas também é um peso muito maior para subir trilhas, faz passar frio numa descida forte e atrapalha para visitar locais. Pergunte se eu entrei na maioria das igrejas do Caminho. Não. A bike tinha que ficar na rua com toda a minha tralha junto. Pergunte se eu fui pela trilha ao Puerto de Ibañeta ou ao Alto de Perdão? Não, pois era praticamente impossível subir com ela. Pergunte se eu interagi mais com os peregrinos pelas estradas? Quase nada. Geralmente, os "bicigrinos" pedalam muito por dia, num ritmo frenético e param pouco. O peregrino a pé precisa parar mais, sentar na grama, na terra, comer com calma e acaba interagindo mais com o restante. E quem está na bike sempre deixa os caminhantes para trás.

Mas estamos falando de bike e vamos tratar de bike. Quem quiser fazer o Caminho de bike terá uma experiência incomum na vida, vivendo desafios diferentes todos os dias, percorrendo distâncias consideráveis por locais de muita beleza, com muito tempo para pensar. Fiz uma lista de perguntas que algumas pessoas me fizeram antes e depois e perguntas que eu mesmo me fiz muitas vezes. Juntei com perguntas e respostas que li em sites, guias e livros. E respondi a cada uma com a experiência e a minha opinião. Vamos ao que interessa.

- Que bicicleta devo levar? Devo comprar na Espanha? Ou levar a minha?
Antes de viajar, pesquisei um pouco sobre isso em sites e em um fórum. As respostas são diversas. Cada um pensa de um jeito e acha que o seu jeito é o mais vantajoso. Ouvi que deveria levar a minha daqui. Ouvi que deveria comprar uma por lá. Ouvi que deveria ter duas bikes, uma para o Caminho e outra para rodar nas cidades após o Caminho. Ouvi que deveria desistir de ir de bike e ir a pé. E ouvi que deveria ter comprado uma moto para fazer o Caminho, vendendo-a em Santiago. etc, etc, etc...
Agora, a minha experiência. Comprei uma bike dobrável, aro 20, em Paris. Foi uma B`Twin Hoptown. Rodei pouco mais de 160 km com ela. E foi pesado. Em Logroño, na loja de bikes, ganhei um abraço de um ciclista pois disse nunca ter visto uma pessoa fazer aquilo. E vendi a bike, comprando uma aro 700 com pneus híbridos, mais finos que os de uma MB, nessa mesma loja. A 700 rende muito mais em qualquer terreno. A maioria do que vi por lá foi de mountain bikes. Mas a 700 com suspensão dianteira se comportou muito bem. Desci trilhas com carga nos alforjes a 30 km/h e a bike segurou a onda muito bem. Depois de quase 20 dias é que o eixo traseiro estava um bagaço. Tive apenas um pneu furado.

Então, o que fazer? Vamos lá.

Levar sua própria bike. As empresas aéreas podem cobrar para transportar a bike. Eu voltei pela TAP e trouxe a 700 que comprei por lá. 150 euros. E tem que levar a bike numa caixa, dessas que a bicicleta vem quando compramos. Se fosse na TAM, eles aceitavam transportar a bike sem custo, numa bolsa própria para bikes, desmontada (com as rodas nas laterais). Na TAP, podia levar até 2 volumes de 23kg cada. Na TAM, poderia levar até 2 de 32 kg. Mas a passagem da TAM sai mais que o dobro. Se você vai fazer o Caminho e depois ainda vai rodar pela Europa, aconselho a TAM. O tratamento é melhor e pode-se transportar mais coisas. Uma bicicleta com alforjes, ferramentas, suas coisas e mais umas compras passa dos 30kg fácil. Então, faça as contas e pense que terá sempre que carregar uma caixa ou mala-bike com a sua magrela de estimação.

Comprar uma bike na Europa e trazer para o Brasil. Se você quer comprar uma boa bike e trazer para o Brasil, vai juntar o item anterior com este. Vai sair daqui com quase nada e voltar carregado. Foi o que eu fiz. Cheguei em Paris com uma mochila pequena, de mão, 2 mudas de roupa, um casaco e o básico de higiene. Voltei com 58 kg de bagagem, depois de 37 dias por lá. Na maioria das lojas por onde passei, encontrei Orbeas, Giants e outras marcas com suspensão dianteira ou full, freio a disco, 27 marchas por uma média de 700 euros. Aí varia, dependendo do que se quer. Há as mais sofisticadas, com quadros ultraleves, freios hidráulicos e demais equipamentos por 2 mil euros. Acho muito para o Caminho. Mas se trouxer a bike, pode valer. Há um detalhe interessante: o IVA. Este é o imposto equivalente ao nosso IPI, coisa que muda muito o preço final do produto. Como não-residente da União Europeia, posso pedir a devolução do IVA. É uma coisa meio burocrática, mas considerando que pode chegar a 13% do valor pago, compensa. Você compra a bike e a tralha que vai usar com ela e, quando for pagar, peça o tax-free ou isenção do IVA. A loja vai preencher um documento com seus dados de passaporte, endereço e mais algumas coisas, imprimir uma nota especial e te dar um kit para envio de correios. Com tudo isso, na hora de embarcar de volta para o Brasil, você deve ir a um dos bancos credenciados que ficam nos aeroportos, levar o que comprou e fazer o pedido. A pessoa que atender vai conferir os produtos, atestar na sua nota e, já no Brasil, você enviará esta nota pelos Correios para a loja onde comprou. Quando receberem, vão mandar o crédito do IVA para você pelo banco ou cartão de crédito, conforme foi feita a escolha na hora da compra. Isso leva um tempo considerável, mais de um mês. Mas é um bom desconto.

Outro detalhe importante é o que fazer com a bike quando chegar a Santiago? Se quiser fazer turismo, terá que levar a coisa pra todo lado? Não. Procure uma loja da SEUR, a transportadora, leve sua bike numa caixa de papelão, seu passaporte e sua credencial de peregrino e mande para Madri. A SEUR tem um serviço especial para peregrinos de bike com desconto no preço do transporte dentro da União Europeia. Custa em média 50 euros mandar a bike para outra cidade dentro da Espanha. Isso vai depender do peso da caixa com tudo dentro. Eu mandei a minha caixa com roupas, alforjes, ferramentas e outra bolsa totalizando 29kg e paguei 61 euros. Você pode deixar a caixa no depósito deles por até 8 dias. Depois tem que retirar ou vai pagar armazenagem, o que sairá muito mais caro. Então, programe-se. 
Em Madri, no aeroporto Barajas, há o serviço de lockers (que na Espanha se chama consigna). No terminal 1, do lado direito do estacionamento, primeiro piso, tem um prediozinho do consigna. Eles guardam de tudo. É só levar a caixa, passar pelo raio-x e mandar guardar. O primeiro dia sai a 5,40 + 4,50 da chave e os dias restantes saem a 3,50 euros cada. Você paga só a chave e o primeiro dia, e o restante paga na retirada.

Comprar uma bike pela Europa e deixar por lá. Como assim? Você compra a bike, como falei no item anterior, e deixa por lá, volta sem ela. Antes de ir, pesquisei o preço de aluguel de bikes para se fazer o Caminho. Há empresas que fazem isso. Você pega a bike onde pedir e entrega em Santiago. Só que sai mais caro do que comprar uma bike igual a que eles alugam (é um modelo simples, desses que vendem em supermercados). Em todo lugar por onde passei que tinha uma loja, eu olhava os preços de bike. Tinha as de supermercado, com 21 marchas e suspensão dianteira por 150 euros. E tinha as do item anterior de até 2 mil. Sinceramente, se fosse fazer tudo de novo, compraria uma bike de 200 euros ou menos, pedalaria pelo Caminho e, em Santiago, doaria para alguém. Sai mais barato que alugar, mais barato que levar ou trazer e mais prático. Ou venderia! Na Espanha existem umas lojas Cash-Converters. Essas lojas compram e vendem de tudo, usado ou novo. Mas não há lojas pelo Caminho, exceto em Logroño. A mais perto de Santiago fica em Pontevedra. Mas como é uma franquia e se expande rápido por lá, é capaz de logo ter alguma em Pamplona e em Santiago. Aí fica fácil comprar uma bike de 200 euros, como vi numa das lojas, e depois revendê-la em outra loja (vão pagar bem menos, mas ainda é vantagem - a 700 custou 330 euros e avaliaram em 120). Na pior das hipóteses, pratique o desapego. Vá em um albergue ou igreja e doe a bike. Alguém vai precisar. Eu fiz isso pelo Caminho com roupas, ferramentas e objetos que não iria usar e isso aliviou meu peso (e ajudou alguém que precisou de algumas coisas).

Alugar uma bike. Como disse no item anterior, não vejo vantagem, mas é possível alugar. Vá no Google e pesquise por alquiler bici camino santiago. Há lojas que já reservam daqui do Brasil.

Perguntas que mais ouvi:
- Que equipamentos devo levar? O que devo comprar? Como evitar peso desnecessário?
Você vai se lembrar do peso que leva quando estiver subindo os Pinineus ou o Cebreiro. E vai querer ter deixado de comprar aquele alicate que nunca usou ou a necessaire enorme com dezenas de itens que nem lembrará ter levado. Pense nisso quando arrumar a mala/mochila/alforje:

Ferramentas: um canivete multi-ferramentas, uma chave de boca regulável, um kit de remendo de câmara de ar com espátulas, 2 câmaras, bomba e 1 pneu. Tenha também uma tranca para guardar a bike em alguns lugares. Uma dica de pneu seria comprar o Schawlbe Marathon Plus. Li relatos de cicloturistas que rodaram 15 mil km com este pneu em vários terrenos do mundo sem um furo sequer.

Roupas: duas mudas de cada (bermuda e camisa) mais uma no corpo, todas de secagem rápida, que dispersam suor e que sejam leves; uma calça do mesmo material (calça-bermuda é melhor); 3 cuecas (mulheres podem usar mais peças de baixo); 3 pares de meias; 1 casaco; 1 segunda-pele se for em mês de frio (antes de maio e depois de setembro); 1 tênis no pé; capacete, se quiser; luvas de bike (inteiras - as que deixam os dedos de fora farão seus dedos congelarem); 1 chapeu ou boné; 1 capa de chuva (poncho é melhor). O resto vai depender do gosto e disposição de cada um. Aprenda a utilizar lavanderias self-service e tudo ficará mais leve. Há algumas com aquelas máquinas automáticas que funcionam com moedas. Com menos de 10 euros você lava e seca até 9 quilos de roupa (o que é muita coisa) com direito a amaciante e tudo. Neste link do Ricardo Freire há um ótimo tutorial para se usar essas lavanderias "fantasmas".

Alforjes: não acho necessário. Se tiver bagageiro na bike, dá pra prender a mochila ou bolsa nele com elásticos (na Espanha chamam de goma para carga en bicicleta ou pulpo, dependendo da cidade onde esteja, e são vendidos em lojas de 100 pesetas - as de 1,99 - por 1 euro). Tenha um plástico grande para cobrir tudo caso chova, tipo piso de barraca de camping ou lonas. Os alfojes são mais práticos para carregar a tralha, mas todo dia tem que desmontar e montar no bagageiro. A mochila é mais simples e basta colocar nas costas para andar.

Bolsa de guidon: achei bem útil. Dá pra levar muita coisa ali: comida, óculos, máquina fotográfica, ferramentas, guia do Caminho, mapas e o que mais couber.

Comida: compre o que precisa para o dia apenas. Vá num supermercado ou esses mercadinhos de bairro e compre um pão, presunto, queijo e mais alguma coisa, faça um bocadillo, embrulhe e leve. Compre umas frutas. Na Espanha é difícil achar bananas boas (chamadas de platanos). Mas com elas, evitam-se cãimbras. Bocadillo é algo interessante. É um pão gigante (e delicioso) com um monte de coisa dentro. Depois de uns dias, eu passei a comprar em bares. Partia ao meio, comia metade e a outra metade levava para comer mais tarde. Como não almoçava, comia a metade de um por volta das 13h e o resto lá pelas 17h. Peça um Colacao, que é como o Nescau daqui. Eles vão te dar uma caneca com leite quente (ou frio, se pedir) e um envelope do achocolatado. É só misturar e beber. O café por lá é só expresso. Se não quiser ficar viciado ou começar a tremer durante a noite, peça um "americano". É o mesmo expresso e um bulezinho com água quente para misturar. Eu bebia uns 10 cafés por dia e já estava ficando louco. Sonhava com café coado.

Sou um viciado em feijão. E lá não tem. Ou melhor, até tem. É a alubia roja. Se quiser comer, peça por isso. É bom, temperado com alho, cebola e sal apenas. Quando estiver na Galícia, peça pelo caldo gallego, que leva feijão branco e é muito nutritivo. Na Espanha servem os menus. Geralmente há o menu del dia ou o menu del peregrino e pode custar entre 7 e 15 euros. Há o primero plato ou entrante, que pode-se escolher dentre uns 5 ou 6 (saladas, caldos ou frutos do mar), o segundo ou principal, que geralmente tem batata frita em quantidades industriais, o postre, que é a sobremesa e pode ser um flan (pudim), tarta (bolo ou torta - a de Santiago é boa, mas meio seca), fruta ou helado (sorvete). O menu tem sempre pão, água e vinho incluídos no preço. Em alguns lugares, come-se pão e vinho à vontade. Pode pedir mais que vem com generosidade. Se você deixa de lado, alguns donos de restaurante olham com cara desconfiada. Na Espanha é muito comum beber-se vinho, costume da Idade Média, quando quase não havia água potável e a sede era saciada com vinho.

Dinheiro: brasileiro não gosta muito de moedas e chega ao ponto de jogar algumas fora. Antes de fazer isso na Europa, lembre-se de que a moeda de 5 centavos de lá equivale a pouco mais de uma de 10 daqui. Na Europa você vai precisar de moedas. Imagine-se no meio do Caminho, no alto de uma montanha onde se vê algumas ovelhas, muito verde e nuvens. De repente você se depara com uma máquina de refrigerantes, água e doces encravada no meio de uma cerca de arame farpado, perto de uma casa de pueblo. E não tem moedas. Mas também não há ninguém por ali e as ovelhas não vão trocar suas notas de 5 ou 10 euros. Então, tenha sempre moedas nos bolsos. Muitas. Quase tudo sai por 1 euro. Vai bater aquela vontade louca de beber refrigerante e a moeda vai fazer você se realizar. Então, não despreze as moedas.

Você pode sacar dinheiro nas ATM, que são caixas eletrônicos, como no Brasil. A diferença é que não há essa coisa de banco X ou Y. Caixa é caixa e sai dinheiro de dentro dela. Basta ter um cartão internacional (de débito ou crédito) válido e a senha. Mas lembre-se: a cada saque, há uma tarifa (hoje, quando escrevo, as regras de tributos sobre os saques no Brasil mudaram - consulte as regras do seu banco ou cartão para não ter um susto depois). Faça poucos saques bem pensados. No Caminho, quase tudo pode ser pago com cartão de crédito. Mas pagamentos com cartões geram IOF na sua conta. E o valor é salgado. Então, a melhor coisa para o Caminho é ter dinheiro na mão. Eu levei pouco mais de 600 euros do Brasil e isso durou um bom tempo. No Caminho, dá pra se viver com menos de 30 euros por dia, se você ficar em albergues. Então, em 15 dias de Caminho na bike, 500 euros são suficientes.

Hospedagem: há os albergues, tanto públicos (mantidos pela Igreja ou prefeituras) e os privados, que são pousadas coletivas ou hostels. Alguns públicos são gratuitos, ficando a cargo do peregrino fazer uma doação pelo uso (3 euros é o suficiente). Nos privados, os preços variam de 6 a 15 euros. Eu fiquei em hoteis. Saiu a uma média de 40 euros a diária. Depois de pedalar e suar por 8, 10, 12 horas, eu queria chuveiro quente, uma cama, privacidade e café da manhã farto. Então, achei por bem ficar em hoteis. Nos albergues, o banheiro é coletivo, às vezes ficam mais de 20 pessoas dormindo juntas e nem todo mundo sente o calor ou o frio que você sente durante a noite. E muitos roncam. E têm chulé. E não tomam banho. Então, 40 euros por noite foi o preço que paguei para dormir em paz. Eu mereço!

Passaporte e vistos: você vai entrar na Europa em algum ponto (Espanha, França ou Portugal) perto do Caminho e vai passar pela imigração. Podem te perguntar mil coisas ou podem não perguntar nada. Cheguei por Paris, no aeroporto Charles de Gaule. O sujeito olhou pra mim, disse bon jour, olhou a foto do passaporte, olhou pra mim, carimbou e disse au revoir. Depois disso, só apresentei o passaporte em Barcelona, para embarcar de volta para o Brasil. Quando entrar, se perguntarem o que faz ali, diga que vai fazer o Caminho de Santiago. Isso já basta. A maioria das pessoas sabe o que é e respeita. Mas procure não levar armas, drogas, explosivos, substâncias radioativas ou coisa parecida na bagagem que não vai adiantar muito falar que vai fazer o Caminho.

Há muito mais dicas e detalhes que, conforme for me lembrando, vou adicionando ao site. Se alguém quiser fazer o Caminho de bike e quiser saber de mais alguma coisa, pode perguntar nos comentários. Vou procurar ajudar quem quer encarar essa empreitada de atravessar a Espanha de leste a oeste. É uma experiência e tanto e ficarei feliz em ajudar quem quiser viver isso.

Ultreya!

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