15.11.13

Tudo se vai - Furto de Bicicleta

Ontem fui trabalhar de bike. Deixei Amelia amarrada no paraciclo do Parque Mario Covas e atravessei a avenida. Na hora de ir embora, cadê?

Estava já há dias pensando naquelas trancas de moto. É a única coisa que os alicates de meliantes não cortam. Mas não comprei. Com pressa, resolvi não deixar no bicicletário do Conjunto Nacional. E já era.

Era uma boa bicicleta, subiu montanhas comigo, chegou ao Cebreiro, na Espanha, firme e forte. Atravessou o Bierzo e quase chegamos a Portugal. Fizemos o Vale Europeu e rodamos muito nas avenidas de São Paulo e do Rio. 

Ainda tenho esperança dela voltar.


10.7.13

Tour de France

Tá rolando, lá nas terras de Francia.

Pra quem acha bobagem ou não entende como funciona a competição ciclística centenária mais famosa do mundo e quer saber um pouco mais, perca uns minutos com este divertido vídeo. E tente entender o inglês falado por um francês.


27.6.13

Férias Frustradas

brrrr...
(foto: www.bikemagazine.com.br)

A ideia era sair rumo Paraná ontem, dia 26, ao raiar do sol. Mas cadê o sol?

A chuva em SP por 3 dias e as previsões para o trajeto me fizeram desistir. Pedalar é bonito, saudável e gostoso. Só que pedalar na chuva, em rodovias, em meio a motoristas apressados, caminhoneiros rebitados, nevoeiro e muita água não é o tipo de férias que planejei. Então, a viagem ficará para outra ocasião, com tempo melhor, temperatura mais amena e mais horas de luz no dia.

É isso, cambada.

22.6.13

Mais uma do Danny MacAskill

O vídeo é bem interessante. No final, há um pedaço do making of e o link para esta parte.

Chegou! Raid em Bicicleta - Herói Esquecido

Ontem chegou o livro Raid em Bicicleta - Herói Esquecido.
E hoje já li as 68 páginas de uma só vez.

O livro conta a expedição feita por Rubens Pinheiro saindo de Salvador até Nova York, cruzando o nordeste e norte do país, a América Central, entrando nos EUA pelo Texas até a cidade de Nova York. Ele saiu daqui em 1927, chegando na Big Apple em abril de 1929: 2 anos e 15 dias de estrada. Observe que estamos falando de 1927.

18 mil quilômetros e quase 800 dias depois, o baiano Rubens consegue terminar o que havia começado. A leitura nos leva a entender como foi feita a viagem (com parcos recursos e precária infraestrutura - e muita sorte) e, principalmente, como foi a vida do autor após ter feito este intento. Percebe-se claramente o tom de lamento por não ter sido reconhecido, em solo pátrio, o seu feito, apesar de ter sido muito bem tratado em outros países da América Latina e nos EUA, onde ficou por um bom tempo, tentando retornar ao Brasil, sem dinheiro ou qualquer outro recurso. No retorno, em cabine de terceira classe no navio, desembarcou no Rio de Janeiro e perambulou pela cidade por um tempo, sem ter como voltar a Salvador. Até que conheceu o dono da antiga Mesbla e este lhe ajudou a conseguir o que queria.

O livro foi escrito em 1978, quase 50 anos depois do retorno, tendo sido redigido por Archimino Ornellas, com pequena tiragem, e muitas fontes para pesquisa, caso alguém se interesse pelo feito.

E eu achava que o Otávio Rocha, do Blues Etílicos, tinha sido o primeiro a fazer essa viagem, já nos anos 80, numa Caloi 10. Mas nosso amigo Rubens já sabia o que era América Latina em duas rodas antes mesmo de Che Guevara subir na La Poderosa com Alberto Granado e viajar para conhecer o que era a América.

Infelizmente quase ninguém sabe da viagem de Rubens, do que passou e do esquecimento que o Brasil fez questão de manter vivo.

20.6.13

São Paulo - Foz do Iguaçu - Preparativos

"É desafiante e motivador o desconhecido, o inesperado..."
Ana Vivian - www.pedarilhos.com.br

E com essa motivação do desconhecido, do inesperado, estou preparando as tralhas pra pegar a estrada e ir rumo a Foz do Iguaçu, a mil quilômetros de onde moro atualmente.

Morei em Foz de 1990 a 93, tenho melhores amigos por lá e sempre retorno à cidade. Já fui inúmeras vezes para lá, de ônibus, de avião, dirigindo, de carona, pulando de cidade em cidade. Só não fui de bicicleta. Esta é a ideia. Apesar de conhecer a estrada, as principais rodovias federais que ligam São Paulo à fronteira, é uma maneira diferente de se viajar. A paisagem passa mais lenta, há mais atenção ao entorno e a distância entre duas cidades, no interior do Paraná, pode dispender até meio dia para ser vencida.

Quando falo disso para algumas pessoas, os comentários são sempre os mesmos:
- Você é louco?
- Vá de avião!
- Venha de ônibus!
- Vamos fazer uma rifa pra pagar sua passagem! (mal sabem que ir de bicicleta pode sair mais caro que o avião)

O plano é seguir o mapa abaixo em 8, 10 dias, com média de pouco mais de 100 km por dia, já que não há muita variação altimétrica. Também é mais interessante buscar estradas alternativas, vicinais, de terra (se não chover), passando por fazendas e locais com pouco movimento de carros. Vou sair de São Paulo de ônibus até uma cidade fora do perímetro urbano e começar o pedal até Avaré. Dali parto para a represa de Jurumirim, cruzo a divisa de estados pela represa de Xavantes e sigo por cima do planalto ao norte, sentido oeste. Em Cascavel o terreno vai perdendo altitude até chegar em Foz, que fica a pouco menos de 200 metros acima do nível do mar.

Portanto, nos próximos dias, pretendo atualizar o blog diariamente com providências, dados da viagem, traquitanas a se carregar, novos caminhos, fotos e toda sorte de informação que um cicloturista gosta de propagar pela web.

¡Ultreya! 
¡Suseya!


16.6.13

Preparando o alforje

Um dia escreveu Amir Klink:
“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver”.

E eu tenho pensado que chega uma hora em que o homem tem que viajar, tem que deixar de lado o conforto, a rotina, o ar-condicionado, o aquecedor, o edredon e o café quente na hora. Precisa ir pra chuva, pro sol, pra estrada, pra poeira, pro desconhecido, pro desconforto e pro sorriso de ver o mundo ali, na sua frente, sem uma tela, sem um vidro, sem um programa de computador.

É preciso ficar a sós com seus pensamentos, ouvir o que o ouvido não ouve e ver o que os olhos não veem. É preciso pegar sol, chuva, passar frio e calor para que a mente se aquiete, para que a confusão de pensamentos, emoções e sentimentos de todos os dias se calem, façam fila e se coloquem em seus lugares. É preciso deixar o amor falar sem gritar. E o meu jeito é ficar em silêncio, na estrada, deixando que cada minuto venha, um após o outro, como as placas de quilometragem à beira do acostamento.

"Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio".


8.6.13

Quando se descobre...

Hoje resolvi ir até Santana comer no outro restaurante do dono do restaurante onde costumo almoçar no meio da semana. Pedalei até lá, entrei na galeria com a bike e ninguém falou nada. No meio do almoço, surge um segurança chamando o outro no rádio dizendo que tinha uma bicicleta ali dentro. Fui até lá e expliquei que estava almoçando e que me indicaram falar com ele, mas que não o achei quando entrei. Ele disse que não podia, mas pra eu não esquentar e terminar meu almoço. Quando terminei, falei com o outro segurança que veio com ele e fui muito bem tratado. Isso é bom. Como já li em outros lugares, a bicicleta traz algumas facilidades de vez em quando.

Depois do pequeno prato de feijoada, tirei a bike de dentro da galeria e parti pra rua. O destino seria a zona sul de SP, Brooklin, para entregar um livro. Somando todo o tempo, desde que saí de casa, o almoço, a parada para entrega do livro, as esperas para atravessar faixas e a parada para o café com leite e bolo na estação São Judas, fiquei 4 horas na rua, umas 3h30 pedalando, fazendo um total de pouco mais de 40 km. Foi uma boa marca dentro da cidade e um bom treino para a viagem que se aproxima (daqui a uns dias coloco o planejamento aqui).

Pedalar na cidade é perigoso, requer muita atenção e um pouco de destreza, mas é um ótimo treino para várias situações que ocorrem em cicloviagens: não há constância na velocidade, há tipos de terrenos a se passar e aprende-se a dosar força e energia em subidas ou descidas. Além de estudar a fundo o instinto assassino que toma conta de um ser humano sentado atrás de um volante. Mas não há que se desesperar. É uma pedalada atrás da outra, olho no movimento e paciência.

E aí, quando se descobre que há mais gente que gosta disso, que sai de casa e passa dias na estrada, sozinho, conhecendo lugares, gente e situações, fica tudo mais interessante. Pensava hoje sobre isso enquanto passava por carros parados no meio do trânsito. Há pouco, lendo um blog, descobri uma revista holandesa especializada em cicloturismo. Não é algo interessante? E o site disponibiliza alguns números para leitura. Sim, não é em português, é em inglês. E você achou que tudo é tão fácil nessa vida de cicloturista.
Aí vai o link:

http://bicycletraveler.bicyclingaroundtheworld.nl/

4h32

São 4h32.

Acabei de chegar de um pedal pela madrugada de SP. Cruzei com apenas um ciclista em todo o trajeto da Praça da Árvore até a Praça 14 Bis. Havia alguns skatisas, um patinista e muitos notívagos. E muito frio!

Hoje li um relato de cicloturista que falava sobre zen e pedal. E pensei muito sobre o assunto. O autor fez uma analogia entre a espada do kendo e a bicicleta. Ou seja, o espadachim concentra-se apenas na ponta da espada, tornando-se esta parte do seu corpo. E comparava a bicicleta como uma extensão do seu próprio corpo. As mãos e pés sentem o terreno, percebem onde devem passar ou deixar de passar. Os metais e borrachas da máquina transmitem os detalhes para o corpo e para a mente.

Interessante a analogia.

Pedalar de madrugada aguça os sentidos, traz mais atenção à mente e ao corpo. E para quem encara o pedal com a perspectiva zen, a bicicleta torna-se uma extensão do próprio corpo. E esta responde aos estímulos do local, do entorno e do próprio corpo como se fosse uma continuação dos pés, da mão, da coluna vertebral.

Só quem sentiu isso sabe do que estou falando.

5.6.13

Projetos e mais projetos

Já tem tempo que não dou as caras por aqui. Mas aqui estou, se é que alguém ainda vem aqui procurar por novidades.

Bom, depois de tempos sem viajar de bicicleta, apenas encarando ladeiras e distâncias na capital paulista, começo a pensar em colocar a Amelia na estrada. Estou sentindo falta da solidão das estradas vazias, do cheiro de mato e dos pratos enormes de comida saborosa e barata do interior.

Ando lendo uns blogs, alguns relatos e consultando mapas. Terei alguns dias em breve e este tempo poderá me proporcionar alguma viagem, algo em torno de 400 a 600 km, ou até um pouco mais, dependendo do local, condições e média diária.

Um dos trajetos seria São Paulo/Rio pelo litoral. Também tenho o Caminho da Fé já planejado (poderia fazê-lo e depois descer para o Rio pela Dutra). E também estou planilhando SP-Foz do Iguaçu. Este eu tenho muita vontade de fazer, indo até Curitiba pelo interior (evitando a Régis Bittencourt) e depois pelo sul do Paraná, mais ou menos acompanhando o Rio Iguaçu até a fronteira. Este trajeto teria que ser bem mais puxado, com média acima de 120 km diários. O que desanima é o frio. Na região de divisa entre PR e SC é comum pegar temperatura negativa nessa época.

E então? O que vai sair?

4.3.13

Montanha básica

Quando terminei o Caminho de Santiago, fui para Barcelona e passei uns dias. Fiquei em um bairro mais distante da Rambla e do burburinho barciano e sempre passava em frente a uma galeria com algumas lojas interessantes. Uma delas era de um sujeito de uns 60 anos, escalador, loja esta de equipamentos de escalada, trekking e alpinismo.

Havia alguns livros na vitrine e um me chamou atenção: Gran Travesia de los Pirineos en Bici, de Javier Sánchez-Beascoetxea. No último dia na cidade, resolvi entrar e perguntar do livro. A coisa acabou virando uma conversa de quase 1 hora. Conheci o irmão dele, também dono da loja, um escalador conhecido na Espanha, com 4 livros publicados, vi vários álbuns de fotos de viagens que fizeram e todas as credenciais de todos os Caminhos de Santiago que fizeram. E comprei o livro. O mais engraçado é que o sujeito não queria me vender o livro. Disse que era algo absurdo fazer a Transpirenaica, pois era muito difícil. Mesmo eu tendo falado que acabara de percorrer 1.100 km da França à Galícia, ele não queria me vender o livro. Tive que tomar da mão dele e jogar o dinheiro no caixa pra poder levar. Os 3 rindo muito. 

Mas o que mais me intrigou foi ele dizer que eu não conseguiria. Então, isso virou um projeto, um sonho. Sonho este que andei deixando meio de lado, mas que de vez em quando me cutuca. 

Semana passada fiz uma caminhada de 9 km na e cortei alguns bairros por algumas ladeiras da cidade. Então pensei que tinha, aqui em SP, bom lugar para treinar "escalada". Aí o sonho me cutucou de novo. Apesar de não ser montanha, subir algumas ruas com a bike requer um pouco de esforço, fôlego e paciência. Ainda mais com carros jogando fumaça na cara. Bom, hoje, como teste, fiz algumas ladeiras casca grossa em Perdizes e dei algumas voltas no estádio do Pacaembu, subindo por um lado e descendo pelo outro, além das 10 voltas no estacionamento, com leve subida, mas em velocidade insana. Resultado: estou bem fora de forma, se comparar com os quilômetros de montanha que tinha que encarar diariamente na Espanha. Então, o jeito é treinar. 

E que venha a Transpirenaica!

Mas antes, tenho outros projetos por aqui: Caminho da Fé, Caminho da Luz, Estrada Real, SP-Rio pela BR-101, Santos-SP subindo pela Estrada da Manutenção e SP-Itajaí pelo litoral.

Até os 45 anos quero estar saindo do Cantábrico rumo ao Mediterrâneo, sem pressa, perna após perna, deslizando a bike morro acima. Enquanto não vejo o Col du Tourmalet, vou de Rua Caiubi e Alameda Campinas.

Quem quiser ver mais sobre a Transpirenaica e tiver paciência, aí vai:


1.3.13

Museu das Zicas reabre em Joinville

Transcrevo a matéria publicada no Sol Diário hoje. "Tanajura", a bike do Valdo, estará lá.


Não poderia existir presente melhor. Joinville, desde 1950 a Cidade das Bicicletas, mais uma vez terá parte dessa história detalhada em um acervo com mais de 16 mil peças. Depois de três anos fechado, o Museu da Bicicleta (MuBI) será reaberto ao público no aniversário da cidade, em 9 de março. O espaço passou por reformas e continua localizado no armazém de cargas, na Estação da Memória.

Uma reparação com a comunidade joinvilense. Assim definiu Valter Bustos, o coordenador e dono do acervo do MuBi. 

— Estamos devolvendo à cidade algo que é dela. Estamos nos reparando com as escolas, com os visitantes do mundo inteiro que nos procuram e com os moradores de Joinville —, avaliou. 

Antes mesmo de abrir as portas, revelou o coordenador, já há visitas marcadas com turistas estrangeiros. 

— É o único museu da bicicleta da América do Sul. E, além das bicicletas – carinhosamente chamadas de “zicas” em Joinville –, temos um acervo incrível, com buzinas, campainhas e até caixas de fósforos decoradas com bicicletas —, avisou.

Entre as novidades, o coordenador adquiriu um antigo desejo: a bicicleta que o padre joinvilense Valdo usou para viajar pelo mundo. Ele saiu de Joinville em 2009 e em 2010 foi encontrado morto no México. A bicicleta foi trazida no ano passado e agora estará exposta no MuBI.

O museu passou, ainda, por mudanças. O piso foi melhorado; as paredes, pintadas, e a estrutura elétrica, reformada. 

— Foram pouco mais de dois meses de trabalho para podermos devolver à cidade um museu referência no País —, garantiu o presidente da Fundação Cultural, Rodrigo Coelho.

Uma equipe de técnicos da área museológica foi montada para ajudar na catalogação e legalização do acervo.

Para o diretor executivo da fundação, Joel Gehlen, que acompanhou de perto a situação do MuBI, a reabertura traz diferentes diálogos para a cidade. O primeiro é com o passado, pelo fato de a cidade ter tido o maior número per capita de bicicletas na década de 50. 

— A bicicleta está na afetividade de Joinville.

Outra relação é com a mobilidade urbana porque a bicicleta representa uma alternativa de locomoção. 

— Ainda há o fascínio que ela exerce como um objetivo de desejo em algum momento de nossas vidas e o benefício que traz à saúde —, pontua Gehlen.

— Todos esses diálogos se encontram no Museu da Bicicleta, que é um espaço de memória e também de inspiração de comportamentos que têm a bicicleta como elemento do dia a dia —, completa o diretor. 

Segundo ele, o visitante sai de lá com o desejo de andar ou de, no mínimo, respeitar mais o meio de locomoção.

O ACERVO

16 mil peças, entre bicicletas, fotografias, quadros, miniaturas, troféus, buzinas e campainhas.
A bicicleta mais antiga é de 1907 – um modelo Idealle.
O museu ainda conta com uma bicicleta que pode andar nos trilhos dos trens. Ela foi produzida pela equipe de Valter Bustos, no próprio museu.

REINAUGURAÇÃO9 de março, aniversário de Joinville, às 10 horas.
A Estação da Memória ainda vai ter exposição de carros antigos e o mercado de pulgas.
A entrada será gratuita.

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO

Terça a sexta-feira: 9 às 18 horas.
Sábados, domingos e feriados: 12 às 18 horas
Entrada é gratuita.

Fonte: O Sol Diário

20.2.13

Planos - Caminho da Fé

Muito tempo sem postar, né? Mas agora estou de volta, com planos e planejamentos. E a ideia é o Caminho da Fé.

O Caminho da Fé é um caminho de peregrinação nos moldes do Caminho de Santiago, na Espanha, e leva o peregrino até a cidade de Aparecida, em SP, passando por pouco mais de 500 km (a via que sai de São Carlos). A ideia do Caminho da Fé surgiu com o desejo do Clóvis Tavares de fazer, no Brasil, um caminho de peregrinação semelhante ao espanhol. Depois de muito trabalho, surgiu o Caminho da Fé.

Quando fiz o Caminho de Santiago, em 2011, ao parar em Manjarín e conversar com o Templário Tomaz, ele me falou do Caminho da Fé. Apesar de eu estar quase ao lado do trecho, fui saber dele numa manhã ensolarada e fria nas montanhas da Espanha. Agora quero conhecer in loco a coisa. Há alguns relatos e livros com narrativas do Caminho e me interessei.

A ideia é ir de ônibus até São Carlos, no final de março e colocar a bike na estrada no dia seguinte. Meu planejamento envolve 10 dias de pedal, sem pressa, fazendo de 2 a 3 etapas por dia, baseado no guia do Olinto, Guia Caminho da Fé.

Então, o planejamento está indo para o papel e vou compartilhar aqui no blog o que estou aprendendo sobre o a viagem. Mais informações sobre o Caminho, aqui.

Vai encarar?