19.9.12

Por aí

No fnal de semana que passou, tinha planos de ir a Embu das Artes, 25 km de São Paulo, seguindo via Régis Bittencourt. Tracei uma pequena planilha com quilometragem baseado no Bikely com roteiro SP-Sorocaba via São Roque.

Mas como planos são como barquinho de papel em cachoeira, mudei tudo e não fui. Acordei tarde, com dores por conta de uma fascite plantar no pé esquerdo e resolvi não ir no sábado. Domingo, até fazer tudo o que precisava, já eram 3 da tarde e, se fosse a Embu, teria que voltar de noite, além de não ter mais muito o que ver na cidade. Então resolvi sair por SP e conhecer lugares que não conhecia.

Ciclofaixa, Av. Paulista
"Inaugurei" a ciclofaixa da Paulista, que já estava para ser desativada (horário de 7 às 16h de domingo). A faixa corta toda a avenida com ida por um lado e volta pelo outro (mesmo sentido dos carros). Temos que parar nos sinais de trânsito (farol ou semáforo por aqui). O interessante é a quantidade de gente envolvida nessa operação. Pessoas com camisetas vermelhas e bandeiras interrompem o trânsito da ciclofaixa para os carros passarem nos cruzamentos. A coisa é bem organizada. Havia pouca gente pedalando. Imagino que pela manhã fique mais cheio. E, por conta da ciclofaixa, o trânsito fica mais intenso. Junte o clima seco dos últimos meses de SP com a poluição e teremos um nariz entupido. Mas isso é algo natural em cidades grandes. Graças ao IPI reduzido, ao "status" que um carro dá e à preguiça generalizada da população, o ar é esse mesmo e o meu corpo o respira involuntariamente. Não tem opção.

Depois da Paulista, desci a Casa Verde até a Brasil e segui para a Rebouças sentido viaduto da Eusébio Matoso. A ideia era ver como é o acesso pro outro lado do rio para quando fizer a pequena viagem para Embu e uma próxima para São Roque. O acesso é pela ponte. Há passagem lateral para pedestre. O problema é atravessar o contorno que sai da Marginal. É muito carro passando. Tem que se achar uma brecha e "cair pra dentro". Mas não é nada demais. Atravessei, fui até a entrada da ponte e voltei para subir a passarela e ir pro outro lado da pista. A ideia era pedalar até o Parque do Povo e dar umas voltinhas na ciclovia interna. Tranquilo, exceto pelo fato que a passarela da Cidade Jardim só escadas para descer. Ou seja, suba pela rampa e carregue a bike pra descer. Um uma coluna da escada havia uma pequena pintura: A felicidade está ao seu lado. Parei ali, bebi um pouco de água, olhei o parque e fiquei pensando na frase.

Entrada da ciclovia, Parque do Povo
Dei duas voltinhas pela ciclovia olhando como a grama estava seca por causa do clima. Ri um pouco quando duas meninas de uns 10 anos tentaram "apostar corrida" comigo em suas bikes de aro 20. Depois das duas voltas, peguei a saída que dá para o Shopping JK Iguatemi, contornei a calçada do estacionamento e segui pela Marginal, sentido Morumbi, pela calçada, ao contrário dos carros. A ideia era ir até a passarela que leva para a Ciclovia do Rio Pinheiros. A entrada se dá por uma passarela do lado da Estação Vila Olímpia (há outras entradas). Sobe-se uma escada, atravessa-se a passarela e aí chegamos no ponto de apoio. A escada tem a canaleta para subir a bike sem precisar carregar nas costas - muito útil. E o ponto de apoio tem bebedouros, bicicletário, banheiros e banquinho para se descansar.


A ciclovia é boa, com bom asfalto, bem sinalizada e com pontos de apoio em locais estratégicos. O ruim dali é pedalar com o mau cheiro do Rio. Mas acostuma-se depois de um tempo. Ela segue por 21 km, desde a estação Jurubatuba até a Cidade Universitária. Pedalei por parte dela. Entrei pela Vila Olímpia e fui até a Cidade Universitária. Como o serviço encerra às 18h15, não daria tempo de ir muito longe. Mas a experiência foi interessante. Alguns velocistas passaram zunindo por mim, pais com crianças e gente passeando. As duas faixas do trajeto são compatilhadas. A "de dentro", mais próxima à linha do trem, é para bikes e a mais próxima do rio, para veículos em serviço. Durante o tempo em que pedalei ali, passaram apenas 3 carros por mim. O limite de carros é de 30 km/h e e das bicicletas, 20. Pelas condições de asfalto e inclinação quase zero, dá para se manter uma média de 20 por hora sem muita dificuldade.

Em uma próxima oportunidade, quero fazer todo o trajeto indo e voltando. Para quem pretende percorrer esse trajeto (42km), é bom levar algo para comer, senão terá que sair e voltar.

No final do passeio pela ciclovia, quase escurecendo, achei companhia inusitada: uma capivara comendo a grama da borda. Bem mansa, dá pra chegar perto e observar. Logo depois, vi mais 3, do outro lado da pista, às margens do rio. Tirei uma foto rápida de Leôncio, o apelido que coloquei nela (ou nele, não sei). Saí para a Marginal, segui rumo ao Itaim e dali para casa. Final das contas, foram 39,5 km pedalados em um belo e seco domingo na cidade.

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