Pamplona - 26 e 27 de março
Chegamos em Pamplona por uma bela ciclovia que corta os
arredores da cidade desde Huarte, por mais de 8km dentro de um parque. Muito
tranquilo e agradável de pedalar. Pamplona serviu para reorganizar ideias,
mandar quase 2kg de coisas pro Brasil pelos Correios, comprar câmera fotográfica
nova e deixar roupas pra lavar. Ficamos no hotel Maisonave, muito bom e com
ótimo atendimento pela Pillar. Peregrinos têm desconto nas diárias e ganham um
lanche (picnic) na saída. E as bikes podem ser guardadas dentro do hotel.
Pamplona é simplesmente demais! O Caminho entra pelo parque
e sai na Puente de Magdalena. Passamos pelo albergue Paderborn, administrado
por alemães. Pegamos informações novamente e quem surge? Marcos, é claro.
A cidade, também chamada de Iruña pelos bascos, é capital da província da Navarra. A divisão geo-política espanhola é um pouco complexa por conta das ideias autônomas de cada regiao. Assim, Pamplona, apesar de ser capital da Navarra, é uma das grandes cidades do país basco. Foi fundada em 74 a.C. e passou por várias dominações dentre bárbaros e muçulmanos.
A noite de Pamplona é muito interessante, com muita gente
bonita e gente esquisita. Caímos na degustación de pintxos, uns
"tapas" de Pamplona. No sábado, fomos atrás de uma livraria para
comprar um guia espanhol para Caminho de bike e procuramos uma loja para
comprar umas peças para bicicleta. Claudio entrou na loja e, como todo bom
brasileiro, tem que tocar nas coisas para "ver" uma sacola verde e
amarela. Resultado: derrubou quase todas as bikes enfileiradas nas prateleiras.
O dono não gostou muito. E por conta disso nos tratou mal. Em determinado
momento resolvi ir embora por ele dizer que "brasileiro é muito bom
quando não leva nada..." Como estávamos no país basco, tive que engolir e
me mandar. O pior é que ele tinha razão. Fazer o quê? Poucos detonam a
reputação de muitos. Vale, como dizem por lá (leia-se bale...).
Saímos de Pamplona depois do meio-dia. A saída até Cizur
Menor é muito bem sinalizada, passando pela universidade, com uma
"pequena" subida. Logo em seguida, chegamos no rumo do Perdón.
Subidas e subidas pela carretera nos aproximando dos moinhos de vento geradores
de energia eólica. Não fomos ao Alto del Perdón. Claudio não quis pedalar mais
os 6 km para chegar lá e ser perdoado. Mas o Caminho providencia tudo. Descemos
5 km a quase 30 por hora e, exatamente no último metro do último túnel antes do
plano, ouvimos o barulho: foi-se o pneu traseiro da bike dele. Rasgou na
lateral. E aí, por outros meios, o Alto del Perdón veio até nós. Só que isso é
assunto para outro post, pois é o Caminho dos Outros e eu apenas pude observar.
Sem comentários:
Enviar um comentário