8.6.13

4h32

São 4h32.

Acabei de chegar de um pedal pela madrugada de SP. Cruzei com apenas um ciclista em todo o trajeto da Praça da Árvore até a Praça 14 Bis. Havia alguns skatisas, um patinista e muitos notívagos. E muito frio!

Hoje li um relato de cicloturista que falava sobre zen e pedal. E pensei muito sobre o assunto. O autor fez uma analogia entre a espada do kendo e a bicicleta. Ou seja, o espadachim concentra-se apenas na ponta da espada, tornando-se esta parte do seu corpo. E comparava a bicicleta como uma extensão do seu próprio corpo. As mãos e pés sentem o terreno, percebem onde devem passar ou deixar de passar. Os metais e borrachas da máquina transmitem os detalhes para o corpo e para a mente.

Interessante a analogia.

Pedalar de madrugada aguça os sentidos, traz mais atenção à mente e ao corpo. E para quem encara o pedal com a perspectiva zen, a bicicleta torna-se uma extensão do próprio corpo. E esta responde aos estímulos do local, do entorno e do próprio corpo como se fosse uma continuação dos pés, da mão, da coluna vertebral.

Só quem sentiu isso sabe do que estou falando.

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