Depois do pequeno prato de feijoada, tirei a bike de dentro da galeria e parti pra rua. O destino seria a zona sul de SP, Brooklin, para entregar um livro. Somando todo o tempo, desde que saí de casa, o almoço, a parada para entrega do livro, as esperas para atravessar faixas e a parada para o café com leite e bolo na estação São Judas, fiquei 4 horas na rua, umas 3h30 pedalando, fazendo um total de pouco mais de 40 km. Foi uma boa marca dentro da cidade e um bom treino para a viagem que se aproxima (daqui a uns dias coloco o planejamento aqui).
Pedalar na cidade é perigoso, requer muita atenção e um pouco de destreza, mas é um ótimo treino para várias situações que ocorrem em cicloviagens: não há constância na velocidade, há tipos de terrenos a se passar e aprende-se a dosar força e energia em subidas ou descidas. Além de estudar a fundo o instinto assassino que toma conta de um ser humano sentado atrás de um volante. Mas não há que se desesperar. É uma pedalada atrás da outra, olho no movimento e paciência.
E aí, quando se descobre que há mais gente que gosta disso, que sai de casa e passa dias na estrada, sozinho, conhecendo lugares, gente e situações, fica tudo mais interessante. Pensava hoje sobre isso enquanto passava por carros parados no meio do trânsito. Há pouco, lendo um blog, descobri uma revista holandesa especializada em cicloturismo. Não é algo interessante? E o site disponibiliza alguns números para leitura. Sim, não é em português, é em inglês. E você achou que tudo é tão fácil nessa vida de cicloturista.Aí vai o link:
http://bicycletraveler.bicyclingaroundtheworld.nl/
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