| Início do Circuito, Timbó |
Eis que mais uma vez coloco Amelia pra rodar pelo mundo. Dessa vez foi no Circuito Vale Europeu, em Santa Catarina. O circuito abrange 7 dias de pedal por belas regiões, com algumas subidas de desanimar e muita terra, pedra e bons momentos. Meu companheiro de empreitada é o Ari, ex-colega de trabalho, gaúcho aventureiro de mão cheia, já tendo ido até Ushuaia de moto sozinho, a Manaus de microônibus, a Cuzco de carro (sem contar a Trilha Inca com um trekking de 4 dias) e umas semanas na Índia . Agora o Chê tá inventando de irmos para Cuba pedalar por 30 dias.
Eu acho graça - até senti saudades e me peguei rindo quando alguém falava algo.
| Ponte sobre o rio Itajaí-açu, Blumenau |
Entrei no Museu do Imigrante e fui muito bem recebido por uma senhora do atendimento. Ela explicou que as credenciais, mapas e etc poderiam ser pegas no próprio restaurante, na porta dos fundos. Chamei alguém e logo uma pessoa veio atender. Temos que entrar pelos fundos, passando pela cozinha e dali chegamos no salão onde uma mulher nos atendeu, explicou alguns detalhes e nos entregou formulários e o material. Custo: 10 reais. Este detalhe não estava no site, ou estava e eu não vi. Pagamos e seguimos.
Resolvi parar para um café em uma lanchonete logo depois do início e ali fui atendido pela Dona Neuza, uma gaúcha que me explicou que o rapaz que fazia os lanches tinha ido ao supermercado, mas voltaria logo. E que havia um café ali muito bom que ela prepararia para mim enquanto eu esperava o menino lancheiro. Conversamos um pouco e ela achou que eu estava em um grupo com carro de apoio, mecânico de bicicletas e todas as facilidades. Quando disse que estava em dupla com um amigo gaúcho que esperava lá fora, ela ficou meio assustada. Mas assustou-se mesmo quando soube que eu cruzei a Espanha na mesma bicicleta que estava ali fora, no ano passado. Disse que sou uma pessoa abençoada, me encheu de elogios que abasteceram meu ego para seguir viagem bem animado. Prometi a Dona Neuza voltar na lanchonete no final do circuito para comer o lanche anunciado que parecia ser algo muito bom. Não pude esperar. Ainda teríamos quase 50 km de estrada de terra pela frente com algumas subidas íngremes.
| Enxaimel |
Saindo de Timbó, senti o pneu traseiro meio baixo. Parei em um posto, enchi e seguimos. Mas, pouco antes de passar perto de Rio dos Cedros, vi que o pneu estava mesmo baixo de novo. Acabamos errando o caminho e aumentando em quase 5 km o trajeto original, indo para dentro de Rio dos Cedros. Foi providencial. Encontramos uma loja de bicicletas com oficina e o seu Tarcízio resolveu tudo em menos de 15 minutos. Depois de Rio dos Cedros teríamos que reencontrar o circuito e seguir por ele na parte mais difícil do dia. O caminho segue por quase 30km por dentro das montanhas, com algumas casas estilo enxaimel. O guia indica pegar a Estrada Carolina para Pomerode. Esta estrada é algo bem cansativo e desanimador. Mas compensa o esforço. Suei muito, pensei muito, senti escorrer pelo nariz todo o lixo respirado na poluição de SP. Parece que os pulmões não cabem tanto ar puro. Na descida, com o dedo colado nos freios, é difícil segurar a bike a menos de 30 km/h. Logo estamos na parte baixa, passando ao lado da Rota Enxaimel, a poucos quilômetros de Pomerode.
| Fim do 1° dia! |
Amanhã seguimos para Indaial e vamos emendar com o que seria o 3° dia: Indaial - Rodeio, trecho curto, praticamente plano e de uma beleza sem igual. Lá é que está o sr. Paulo Notari, o homem mais feliz do mundo, com seus 14 km de hortênsias plantadas em quase duas décadas. A previsão para estes dias era de um pouco de chuva. Hoje ela não deu a graça. E que continue assim!
| Ponte coberta |
indo contigo por aqui.
ResponderEliminare vá com fé, força, foco e meu beijo!
;)
Meu amigo, espero que esteja tudo rolando bem por aí. Por aqui eu vou viajando internamente nas mudanças que pretendo fazer para a vida. Abração.
ResponderEliminarBruno "reclama muito" Cunha.