Quando criança, no Rio, havia os carrinhos de rolimã que desciam ladeiras. Eu tinha um par de patins e saltava em uma rampa construída por mim e pelo Fábio Pastel. Era muito suor, sangue, adrenalina e diversão. Depois passei para a Caloi Cross Extralight, como a da foto, e gostava de descer as ladeiras do Jardim Guanabara derrapando na roda traseira. Dia de chuva era o melhor. Também havia a calçada lisa de uma casa na Lélio de Souza. No final da manhã, era só listra de marca de pneu riscada no piso. Bons tempos os de deslizar pelo asfalto (nem sempre em cima da bike).
O Drift Trike é uma modalidade em que a pessoa senta em um triciclo, geralmente com as rodas traseiras forradas por um tubo de PVC para poder derrapar, e desce ladeiras, morros ou tudo que dê velocidade. A graça da coisa é mexer a cadeira e o guidão e fazer a bike derrapar. Ou desenvolver a maior velocidade possível - o que se torna difícil justamente pela facilidade de derrapagem. Conhecer o Fisher e sua bike foi bom para relembrar aqueles tempos divertidos quando a maior preocupação era chegar lá em cima e descer na toda.
Quem passou naquela hora na avenida e viu dois caras de mais de 1,80m empurrando um triciclo que parecia de criança e dando cavalo de pau no meio da rua ficava sem entender muita coisa quando o povo gritava.
Será que um dia serei adulto? =)
Quem passou naquela hora na avenida e viu dois caras de mais de 1,80m empurrando um triciclo que parecia de criança e dando cavalo de pau no meio da rua ficava sem entender muita coisa quando o povo gritava.
Será que um dia serei adulto? =)

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